quinta-feira, 15 de maio de 2014

Bom dia!!

Hoje completa 10 dias que não como nenhum tipo de pão!!! Andei pesquisando sobre isso e vi isso:

A vida sem pão

O glúten é uma proteína presente no trigo, no centeio, na cevada e na aveia (em menor quantidade). É ele que confere aquela consistência fofa aos produtos industrializados, sendo usado especialmente em pães, bolos e massas. Alimentos tão diferentes como cerveja, requeijão e sorvete também podem conter glúten. Com base nisso, é possível pensar que, sim, ao suprimi-lo da dieta - e, por tabela, excluir itens calóricos, como a macarronada do domingo e o pão francês do café da manhã - você emagrece naturalmente. Mas a questão não é simples assim, já que, em termos de troca calórica, o pão sem glúten, à base de fécula de batata ou polvilho, praticamente empata com o tradicional.

Então, como as celebridades perdem peso ao retirar essa substância do cardápio? "Apesar de o Brasil ter poucas pesquisas sobre glúten, sabe-se que boa parte da população tem alguma dificuldade com ele", informa a médica nutróloga Samantha Enande, de São Paulo. Essa proteína pode não ser absorvida pelo organismo, causando distensão abdominal e desconforto. Também é responsável por desacelerar o metabolismo, já que demora mais para ser processada. É por isso que, sem ela, a tendência é desinchar e reduzir medidas. "A simples subtração do glúten pode render 3 quilos a menos em três meses", calcula Samantha. Porém, passado esse período, o organismo se habitua à nova situação. De qualquer maneira, passar um tempinho sem pão e massa funciona como um pontapé inicial para um corpo mais enxuto. Faça o teste: tire esses alimentos do cardápio por 30 dias e observe a resposta do seu corpo.

Só para lembrar: a obesidade é um processo inflamatório do organismo com múltiplas causas. "Quem tem um alto consumo de uma proteína difícil de ser digerida, como o glúten, está arriscado a desencadear uma inflamação nas paredes do intestino e, com isso, comprometer a absorção de micronutrientes importantes", explica a nutricionista Denise Madi Carreiro, autora do livro Alimentação, Problema e Solução para Doenças Crônicas (editora da autora). O excesso de peso pode ser associado, por exemplo, à carência de ômega 3, vitaminas e minerais, e não ao excesso deles. "A retirada do glúten do cardápio equilibra o organismo especialmente de pessoas sensíveis a ele. Isso diminui os processos inflamatórios, melhorando a absorção dos micronutrientes, o que abre caminho para a perda de peso", diz Denise.
Desvantagens. Tem gente que engorda quando corta o glúten, portanto, cuidado! "Se a pessoa não tiver intolerância e suprimir o glúten para perder peso, pode sentir mais fome e comer em excesso", alerta Samantha Enande, que acompanhou experiências assim na clínica médica. "Nesse caso, o jeito é devolver o glúten à dieta para garantir a saciedade. Mas é importante dar preferência à versão integral e, para que a perda de peso aconteça, deve ser combinado com fontes de proteína magra (peixe, frango, ovo) e de gordura boa (azeite extravirgem, castanhas, sementes de chia e linhaça) em proporções adequadas." Outro problema: alimentos sem glúten costumam custar até o dobro de seus similares tradicionais, além de serem calóricos.

Vai ser bom para você? Depende. Segundo Samantha, a resposta é boa na maioria dos casos, com perda de medidas, o que mostra a existência de algum grau de intolerância ao glúten.
Pessoas com sensibilidade leve podem, ainda, experimentar a sensação de bem-estar e disposição. A memória e o raciocínio também podem ser beneficiados, já que a dificuldade para
processar o glúten consome muito oxigênio. E, sem essa fonte de stress para o organismo, são comuns os relatos de melhora na atuação do cérebro. "Do ponto de vista da fisiologia, tirar o glúten não faz mal, mas é preciso cuidado com o que se põe no lugar", avisa Denise. "Os carboidratos dos pães e das massas são fontes imprescindíveis de energia e, caso tenham que ser suspensos, devem ser substituídos por alimentos variados, com um bom valor nutricional e com as calorias próximas às do trigo, como tapioca, farinha de arroz, araruta, fécula de batata, polvilhos doce e azedo, milho, mandioca e trigo-sarraceno.

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